sábado, 30 de abril de 2011

um brinco, um vestido e uma blusa!
uma mulher de barro,
outra promessa descoberta em rendas de minas.
pernas de fora.
e aquela cor-de-rosa mais bonita
banhada em beterraba e sândalo!

beijos do meu camarim.

vou te atacar com presas disfarçadas
para teres tempo de pensar em fugir.
vou te ameaçar pra não distrair.
vou te derrubar de par em par
de par ímpar.
até tu te deixar,
te deixar,
te deixar levar por mim.

beijos do meu camarim.
atriz.

terça-feira, 26 de abril de 2011

segunda-feira, 25 de abril de 2011

das mãos do absurdo




das mãos do absurdo trago o meu fim de tarde pra tua noite que inicia.
e quando a minha noite ascender, vou pedir pelo teu nascer do dia.
conjugo âncoras do tempo no teu movimento sozinha
para que sejas em mim até seres minha.

domingo, 24 de abril de 2011

sem sentido.


nós não temos lógica.
a razão não tem sentido.
sente o que não pode tocar
sente o que não pode beijar
sente o que não pode viver.
sente,
a razão não tem sentido.

cederei à vossa língua do gosto, do tato e da palavra.




cederei à vossa língua do gosto, do tato e da palavra.
mil vezes perderei as posses e a guerra.
mil vezes cederei às forças, dominada, por prazer.


a que destino melhor posso servir?

devora-me com gosto.
a que destino melhor posso servir?
solta, leve, reteso em sensação de ser,
prazer.
que outra coisa mais pode corresponder
ao que chamo meu maior amor?

o domínio do prazer


meu segredo é o que faço pra desvendar o teu.
nunca revelarei esse segredo.
não que pretenda o esconder.
não.
antes que seja possível uma resposta
já é impossível explicar o domínio do prazer.
o domínio do prazer é sensação.
preciso dizer que a palavra cala na boca entreposta?