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sempre que penso sobre a nossa... vamos dizer aqui: - economia da vida
cotidiana -, lembro dos caçadores Yanomami que conheci, e me julgaram como parente, e me ofertaram de sua pesca e caça. a caça, a presa, a carne, as
habilidades de um caçador não são para seu próprio alimento. comer da própria
caça é excluir-se do grupo social. sem o discurso das análises, significa
romper com familiares e íntimos.
e nós? quando vamos viver reciprocamente essa ligação, esse
pertencimento, ou se preferirmos, esse amor entre caçadores Yanomami?
a honestidade entre nós é rara? ainda se acredita em felicidade,
satisfação, sob mentira, hipocrisia?
a nudez está nos olhos. mas, não todo o tempo. alguns momentos pode
estar na pele, no sonho, nos seios.
mas são os olhos das veses que concretizam a nudez.
por algum motivo, estão mais atentos às vestes do que à sensibilidade
da pele,
a ponto de qualificar o corpo a partir delas.
a nudez da alma exposta encanta.
e sua raridade pode ser cruel, mas não por muito tempo. por que a nudez da alma exposta irradia.
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