domingo, 14 de dezembro de 2014

LGBTs, somos saúde social.

Pessoas doentes, homofóbicas, transfóbicas, precisam ter a oportunidade de interagir com a sexualidade saudável de bissexuais, homossexuais e transexuais. LGBTs que vivem plenamente sua sexualidade, nós somos saúde social. Essa evidência, da perspectiva que apresento, é óbvia. Estamos fora do controle do pensamento e comportamento hegemônicos que, imposto, adoece, deforma, mata.
A exclusão e o preconceito criam pessoas que escondem seus desejos e temem sua própria sexualidade, obviamente isso é como viver num inferno interno.
Algumas pessoas conseguem mentir o tempo todo. Imaginem o fardo de uma pessoa homofóbica que, obviamente, esconde sua sexualidade. Trata-se de uma pessoa socialmente atrofiada, isso é muito cruel. Esse tipo de mentira que envolve a libido precisa estar acompanhada de muitas confirmações falsas, frequentemente sórdidas, para que outras pessoas acreditem.
Homofobia é sexualidade doente, transfobia é sexualidade doente, ainda será preciso evidenciar teoricamente para algumas pessoas que não conseguem ver o ÓBVIO no cotidiano?
É claro que o fato de promovermos saúde por não conseguirmos ocultar nossa sexualidade, por termos um comportamento pessoal que nos impede de falsear o amor e o prazer vitais, não nos impede de adoecer, e até de cometer suicídio (aqui em Florianópolis conheci um mulher lésbica que se matou durante a Marcha, no verão de 2012, só soube que ela tinha se matado quando voltei de viagem).
Todas as pessoas podem ter graves problemas, conflitos, questões a serem resolvidas... isso não é exclusividade das pessoas LGBTs. Temos muitos problemas por que socialmente a doença LGBTfobia nos causa muito mais problemas do que as pessoas que casam, amam e preferem sexo com pessoas do sexo oposto.
Constrangimentos, traumas, humilhações, exclusões, culpas e morte. Nosso cotidiano é aprender a lidar com os problemas da LGBTfobia, é responder de modo a mudar a visão das pessoas doentes, e não aceitar o lugar de exclusão e as imagens estereotipadas que nos impuseram por muito tempo, isso pela nossa própria saúde e felicidade, e pela saúde e felicidade das pessoas que amamos e que dependem de nós.
Nós que vivemos e assumimos as nossas sexualidades e amor, independente da orientação sexual e das identidades, nós somos cura para essas doenças sociais. Alguém precisa explicar o ÓBVIO, somos um grupo que de modo muito especial precisa e luta por o respeito nas relações sociais. Nosso lugar é o amor e o prazer, as mais lindas formas de expressão das relações humanas na vida social: Amor e Prazer.
Somos a diferença do prazer dentro dos lares exclusivos, dos grupos étnicos exclusivos, das fronteiras religiosas, políticas e econômicas estabelecidas, as quais não nos comportam.
Muitos de nós somos excluídos por nossas famílias exclusivas, e essas famílias foram vítimas também. Foram vítimas de um sistema social fundamentado no princípio da hetero normatividade, pautado em relações econômicas e políticas cruéis. Não precisamos citar nada nem ninguém para entendermos a relação entre economia e exclusão social.
Sem famílias sectárias, nossas famílias inclusivas são a cara e o jeito de uma Humanidade que vive a Diversidade em sua plenitude, porque somos diversas e ao mesmo tempo nos sentimos iguais, humanas . Agora, para essas novas famílias encantadoramente coloridas, basta olhar e ver, vamos cuidar de nossas crias, com ou sem gênero, para que saibam desarticular a ignorância e os preconceitos, porque isso nós sabemos fazer bem.
Que nossas crianças, de todas as famílias, conheçam um mundo muito melhor do que o que vivemos hoje.
"Todo amor que houver nessa vida", pra vocês, Mães da R-evol-ução, link do grupo,
https://www.facebook.com/groups/182694788475534/?fref=ts
Joao W Nery
Marcha Xingu Vivo

09 de dezembro de 2014, Publicação no Facebook https://www.facebook.com/photo.php?fbid=1022396901107430&set=a.143030835710712.27161.100000113906083&type=1&theater
Link de onde tirei a imagem, https://www.facebook.com/NossosTonsLgbt/photos/a.363905103636586.106529.363805913646505/1011109968916093/?type=1&theater

terça-feira, 25 de março de 2014

Não admira com tanta ênfase o que tenho feito, fazer não tem sido escolha minha.

Não admira com tanta ênfase o que tenho feito, fazer não tem sido escolha minha.
Os desejos que mais me encantam foram devorados pelos olhos miseráveis da inveja. 
Meu ânimo foi abalado inúmeras vezes pela violência, injustiça, hipocrisia, pela corrupção, pela prepotência, e pela miséria cotidiana da falta de fé na Humanidade.
A lista dos malfazejos é grande, não vale ser pontuada.

É claro que não escrevo isso por lamentação, escrevo porque não engulo mediocridades. A dignidade não dá, nem recebe, esmolas.
Vomito as mediocridades dos vários gêneros, as idiotas, as falsas, as hipócritas, as covardes.
Impedir que mediocridades entrem pela minha boca é o que não consegui fazer, mas também não pertence a mim o controle sobre minha incapacidade de as digerir.
Estive cercada pela bestialidade humana e fui incapaz de fugir disso.
Até agradeci tua admiração, antes de compreender que a ênfase está no cárcere de infelicidade que acompanha o feito, o sentido e o fato.

Se quiseres admirar algo  em mim, que para mim tenha relevância, admira meus sorrisos, minha felicidade, minha dança leve no espaço, meu abraço afetuoso, meu carinho, minha delicadeza, minha paixão pela música e pelo poema, meu desejo por encantar e viver encantada; admira minha saúde, minha fé na vida, meu êxtase, minha inteligência, meu amor, meu prazer, minha sensibilidade.
Imagino que se não fores capaz de ver essas coisas admiráveis em mim, então deves te afastar de mim, pois podem ser teus os olhos da inveja, da hipocrisia, da mediocridade, ou da miséria cotidiana da falta de fé na Humanidade.

Agradeço teus desejos de felicidade.