terça-feira, 25 de março de 2014

Não admira com tanta ênfase o que tenho feito, fazer não tem sido escolha minha.

Não admira com tanta ênfase o que tenho feito, fazer não tem sido escolha minha.
Os desejos que mais me encantam foram devorados pelos olhos miseráveis da inveja. 
Meu ânimo foi abalado inúmeras vezes pela violência, injustiça, hipocrisia, pela corrupção, pela prepotência, e pela miséria cotidiana da falta de fé na Humanidade.
A lista dos malfazejos é grande, não vale ser pontuada.

É claro que não escrevo isso por lamentação, escrevo porque não engulo mediocridades. A dignidade não dá, nem recebe, esmolas.
Vomito as mediocridades dos vários gêneros, as idiotas, as falsas, as hipócritas, as covardes.
Impedir que mediocridades entrem pela minha boca é o que não consegui fazer, mas também não pertence a mim o controle sobre minha incapacidade de as digerir.
Estive cercada pela bestialidade humana e fui incapaz de fugir disso.
Até agradeci tua admiração, antes de compreender que a ênfase está no cárcere de infelicidade que acompanha o feito, o sentido e o fato.

Se quiseres admirar algo  em mim, que para mim tenha relevância, admira meus sorrisos, minha felicidade, minha dança leve no espaço, meu abraço afetuoso, meu carinho, minha delicadeza, minha paixão pela música e pelo poema, meu desejo por encantar e viver encantada; admira minha saúde, minha fé na vida, meu êxtase, minha inteligência, meu amor, meu prazer, minha sensibilidade.
Imagino que se não fores capaz de ver essas coisas admiráveis em mim, então deves te afastar de mim, pois podem ser teus os olhos da inveja, da hipocrisia, da mediocridade, ou da miséria cotidiana da falta de fé na Humanidade.

Agradeço teus desejos de felicidade.

 


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