domingo, 13 de fevereiro de 2011

meu anel

agora à tarde, ele me amou como jamais esperaria ser amada. sorriu por ter encontrado a sua mais sublime forma em todo o universo. o grão da transformação que ele queria, seguro de si em seu ser, surge eu, a outra pessoa. segura de mim, quase desfilo pra descer da moto. tiro o capacete sentada, espero pra ver o reflexo do olho no espelho. brilha, então prossigo. ele está lá, no chão, rastejante atrás de detalhes inseguros, porém existentes. a platéia desacredita, 'nunca vai encontrar isso'. eu passo e falo, nunca? encontra sim, eu mesma encontro cada coisa imprescionante. ele ergue os olhos acima da altura da mesa e espia de onde vem a voz, 'então, vem pra cá.'. e eu vou. procuro com ele uma peça de dois milímetros e de cor cinza, no chão de terra de um canteiro onde expõe artesanato. acocóro, tiro os óculos e espio os detalhes, pensando 'será que encontro? como seria essa pequena peça? pode ser que eu consiga, que eu tenha sorte. bom, não vou anunciar algo sem ter certeza. no exato momento em que desisti de anunciar a certeza do erro ele disse, "achei".
*somos bem vindos ao mundo impossível*

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